VESTUÁRIO
Nos primórdios da história do Rio Grande do Sul, o gaúcho não dispunha de
domicílio definido, era caçador, coureador, um índio ou mestiço que andava
de estância em estância, desempenhando serviços executados a cavalo, o que
transparecia no seu modo de vestir. Neste período, surgiram duas classes
sociais distintas, de acordo com as condições sócio-econômicas da época: o
estancieiro, de condições financeiras favoráveis e que vestia um traje de
origem européia chamado BRAGAS; e o peão, domador de gado que adotou, como
proteção para o trabalho, a utilização de dois palas - um enfiado na cabeça
e outro enrolado na cintura, tipo saia, conhecido como CHIRIPÁ PRIMITIVO.
Num segundo momento da história do Rio Grande do Sul, o estancieiro, ou
charqueador, tornou-se um homem ocupado com o comércio de couros e outros
produtos derivados do gado. Ele também vestia-se à moda européia, usando o
traje conhecido como do CHARQUEADOR, composto por botas russilhonas ou
"granaderas" levantadas, e calças por dentro das botas, tendo estas um
recorte triangular na braguilha. O peão, que passou a ser mais procurado
e sua destreza na lide campeira, vestia dois palas, um enrolado por entre
as pernas e outro enfiado ao pescoço, usando o conhecido CHIRIPÁ FARROUPILHA.
A terceira época da história econômica do Rio Grande do Sul é marcada por
transformações que alteraram a vida do gaúcho no campo. O peão tornou-se
o empregado rural, enquanto o fazendeiro aprimorava suas habilidades
empresariais. Novas técnicas, nacionais e internacionais foram adaptadas
visando o desenvolvimento dos negócios agropecuários no Rio Grande. O
gaúcho deste período caracteriza-se pelo uso da BOMBACHA, indumentária
confortável e livre, bem de acordo com os seus hábitos campeiros.
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