Ampliação de recursos para a Cultura

O Rio Grande do Sul é diverso, em sua composição étnica, linguística e cultural. Esse mosaico, longe de nos fragmentar, nos une e nos fortalece. A diversidade é nosso dia-a-dia e a força motriz da Secretaria de Estado da Cultura. Para além da visão da cultura como elemento isolado, eventual e estanque, estabelecemos um processo primordial para o desenvolvimento estético, econômico e cidadão do estado.

Para tal, atualizamos e fazemos uso de nossa tradição de população ativa em sistemas de participação e controle social. Foram instituídos 11 Colegiados Setoriais, realizadas dezenas de Diálogos Culturais, e conformadas participativamente as políticas de Estado para a Cultura, com o Plano Estadual de Cultura e o Sistema Estadual de Cultura. Assim, ficam garantidos instrumentos institucionais de Estado, não apenas de governo.

Com o Ministério da Cultura, estamos em plena construção da Sala Sinfônica da Ospa, da modernização de mais 125 bibliotecas e a implementação de 160 Pontos de Cultura. Como se não bastasse, a nossa Casa de Cultura Mario Quintana passa atualmente por uma obra completa, com financiamento do Banrisul.

Através do Pró-Cultura RS, lançamos inovadores editais via Fundo de Apoio à Cultura e acolhemos inúmeros projetos que buscarão patrocínio junto às empresas, contando com a isenção fiscal ofertada pelo Estado. Desde 2011, garantimos a liberação de mais de R$ 100 milhões, trabalho que se traduz em cerca de 700 projetos culturais das mais variadas vertentes. Tudo isso a partir de um sistema que agora é inteiramente online.

No entanto, sabemos que é necessário pensar para além do financiamento. Atuamos também em campos que consideramos imprescindíveis como a capacitação dos agentes, artistas e produtores, criando oportunidades e oferecendo o conhecimento das ferramentas contemporâneas necessárias para a cultura. Apostamos na pesquisa de novas linguagens e experiências estéticas, na busca de novas soluções tecnológicas, de novos mercados, novas janelas e novos palcos para a exibição de nossa produção cultural.

A importância estratégica da Secretaria de Estado da Cultura com tal aporte de investimentos é grande. A gestão do patrimônio simbólico requer do Estado ações capazes de assegurar condições de produção e acesso à fruição para além da lógica de mercado, que divide os cidadãos entre produtores e consumidores. Acreditamos enfim que a política de cultura precisa superar essa divisão, convertendo espectadores e produtores em um mesmo, capaz de criar e fruir a um só tempo, com respeito à diversidade cultural, à legitimação dos símbolos e do sentimento de pertencimento que nos é tão caro.