Personagem das ruas, Xadalu ganha livro em português, inglês e guarani

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Financiado pela LIC, “Xadalu – Movimento Urbano”, de Dione Martins, será lançado nesta terça-feira (11), na CCMQ

Financiado pelo Sistema Pró-Cultura RS, por meio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC),  “Xadalu – Movimento Urbano”, de Dione Martins, será lançado nesta terça-feira (11), às 19h, no Mezanino da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). O personagem é conhecido pelas ruas de Porto Alegre, Rio de Janeiro, Paris e Tóquio: o indiozinho sorridente, cabelos pretos e de olhos arregalados que estampa adesivos e cartazes. A publicação, em edição trilíngue (português, inglês e guarani), traz um panorama da trajetória do artista gaúcho e reúne algumas de suas principais obras. O evento gratuito terá sessão de autógrafos e bate-papo com o autor.

Desde o surgimento do personagem 2004, Dione adotou Xadalu como seu nome artístico, realizando exposições e integrando acervos de museus e festivais. Por meio de seus adesivos, cartazes e fotografias, ele repovoa os grandes centros urbanos com uma arte que denuncia, informa e conscientiza o público para as questões da causa indígena, da arte de rua e da organização do espaço urbano. O livro traz textos de Vitor Mesquita, Francisco Dalcol, André Venzon, Patrícia Ferreira e Adauany Zimovski.

O trabalho traz também um caderno pedagógico destinado ao público infantojuvenil. Com a colaboração de Kerexu, moradora da Aldeia Mbya-Guarani Koenju, em São Miguel das Missões, esta seção traz páginas para colorir, o conceito de espacialidade, lugar, paisagem e sonho na perspectiva Guarani, propondo exercícios reflexivos a partir desses termos. Este caderno será usado nas disciplinas de Educação Artística das escolas de quatro comunidades indígenas do Rio Grande do Sul, que receberão doação de 40% da tiragem dos livros.

Natural de Alegrete, Dione Martins veio para a capital gaúcha com a família no início da adolescência. Trabalhou como gari e estudou serigrafia, técnica usada na produção de camisetas, cartazes e adesivos. Em pouco tempo, sua visão diferenciada da paisagem urbana dos tempos de gari foi se fundindo com o trabalho nas artes visuais.