MARGS apresenta duas exposições interligadas neste verão
Mostras sobre grupo Nervo Óptico e artista Carlos Pasquetti resgatam histórias do Museu e da arte contemporânea no Sul do Brasil
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O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), está realizando, nos primeiros meses de 2026, um ciclo de duas exposições interligadas: “Carlos Pasquetti – Espaços para esconderijos” e “Nervo Óptico 50 anos – Um manifesto”. As mostras revisitam e resgatam dois marcos cinquentenários da história institucional do Museu e da arte contemporânea no Sul do Brasil.
Em 1976, o MARGS sediou a exposição-manifesto de um grupo de artistas que viria a ser denominado como “Nervo Óptico”, episódio relevante para a arte de vanguarda da época. No período, o Museu situava-se na sede do Edifício Paraguay, na av. Salgado Filho, em Porto Alegre, endereço que a instituição ocupou entre 1973 e 1978.
Intitulado “Atividades continuadas”, o evento contou com apresentação de trabalhos, realização de debates e leitura de um manifesto assinado coletivamente pelo grupo. Em abril de 1977 os artistas que seguiram reunidos lançaram um cartazete intitulado “Nervo Óptico”. Essa trajetória é revisitada na exposição “Nervo Óptico 50 anos – Um manifesto”, que segue em exibição até 26 de abril, no 2º andar do MARGS.
Em diálogo com essa exposição, o Museu apresenta simultaneamente “Carlos Pasquetti – Espaços para esconderijos”, que traz uma ampla retrospectiva de Carlos Pasquetti (1948–2022). O artista integrou o Nervo Óptico e, um mês antes da exposição-manifesto, em novembro de 1976, teve a sua primeira individual apresentada pelo MARGS, que é agora revisitada. A mostra segue em exibição até 29 de março, no 1º andar do Museu.
Ambas as exposições dão continuidade ao programa expositivo intitulado “História do MARGS como história das exposições”. Por meio dele, o Museu se dedica a trabalhar a memória da instituição abordando a sua história, as obras e a constituição do seu acervo, bem como a trajetória e a produção de artistas que nele expuseram, a partir de pesquisas curatoriais que resgatam e assinalam episódios, eventos e exposições emblemáticas do passado da instituição, de modo a compreender a sua importância histórica e a repercussão no presente. Abaixo, mais informações sobre as exposições.
“Nervo Óptico 50 anos – Um manifesto”
A mostra revisita os 50 anos da “exposição-manifesto” do grupo Nervo Óptico, considerado uma das mais importantes experiências e marcos históricos da arte de vanguarda da época no Sul do Brasil. Traz uma ampla e abrangente reunião de trabalhos artísticos e de documentação, relacionados ao período de atuação coletiva do grupo, que se estendeu até 1978, e pertencentes a coleções pessoais dos artistas e a acervos artísticos e documentais institucionais. A mostra assinala o pioneirismo e a relevância das realizações dos artistas e da atuação do grupo para a compreensão das rupturas provocadas pela arte das décadas de 1960 e 70 e das suas repercussões para a produção artística posterior.
Com produção e realização da equipe do Núcleo de Curadoria e Programa Público e demais setores do MARGS e com apoio da Fundação Vera Chaves Barcellos (FVCB), a mostra tem curadoria-geral do diretor do Museu, Francisco Dalcol, em interlocução com os artistas Clovis Dariano, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos. Clique aqui para saber mais.
“Carlos Pasquetti – Espaços para esconderijos”
Essa é a primeira grande mostra monográfica institucional dedicada a oferecer uma visão histórica e retrospectiva sobre a obra do artista e professor, falecido em 2022. A ampla iniciativa destaca o pioneirismo e a relevância de Pasquetti como um dos mais consolidados referenciais do desenvolvimento do pensamento artístico contemporâneo no Estado.
Reunindo acervos institucionais e coleções particulares, a mostra apresenta obras de reconhecida importância, junto de trabalhos históricos resgatados e recuperados, além de proposições inéditas realizadas especialmente para a exposição, a partir de projetos deixados pelo artista. Promovida pelo MARGS em colaboração com o Acervo Pasquetti (projeto mantido pela família para a gestão do acervo do artista e a catalogação de sua obra), a mostra é a maior pesquisa até aqui a proporcionar uma imersão sobre a produção do artista gaúcho, oferecendo a oportunidade de vislumbrar todo o escopo e a amplitude de suas contribuições para a produção artística.
Dando sequência a um conjunto de exposições monográficas inéditas de artistas que integram o acervo do MARGS, “Carlos Pasquetti – Espaços para esconderijos” tem curadoria do diretor da instituição, Francisco Dalcol, e dos curadores convidados Alexandre Copês e Nelson Azevedo, artistas que conviveram com Pasquetti no cotidiano de seu ateliê, proporcionando ao projeto uma intimidade com os seus trabalhos e o seu universo criativo. Saiba mais clicando aqui.
O MARGS é uma instituição da Sedac. O plano de recuperação, exposições e atividades educativas do Museu conta com patrocínio direto do Banrisul e com patrocínios via Lei de Incentivo à Cultura Federal do Santander, da Hyundai e da EDP.
Serviço
Exposições “Carlos Pasquetti – Espaços para esconderijos” e “Nervo Óptico 50 anos – Um manifesto”
Onde: 1º e 2º andares expositivos do MARGS (Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico, Porto Alegre)
Visitação: terça-feira a domingo, das 10h às 19h (último acesso às 18h), até 29 de março (Carlos Pasquetti) e 26 de abril (Nervo Óptico)
Visitas mediadas devem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br
Entrada gratuita